Plantas se voltam para o lado do sol

As plantas produzem o seu próprio alimento durante a fotossíntese, um processo que requer luz solar. Por isso, é comum que as plantas cresçam na direção do sol.

Muitas pessoas cultivam as plantas em casa, mantendo-as em vasos. Se você é uma dessas pessoas,  já deve ter se perguntado por quê as plantas quando colocadas na janela com as folhas e flores voltadas para dentro de casa “viram” para fora.  As plantas não se movimentam dentro dos vasos. Esta resposta já pode ser eliminada.

Quando a planta recebe luz  de uma única direção (como é o caso do vaso na janela), parte de suas substâncias de crescimento se deslocam para o lado oposto da planta, onde não bate luz. O acúmulo dessas substâncias no “lado escuro” faz essa região se desenvolver e aumentar em tamanho. Consequentemente, esse lado mais pesado faz a planta se curvar para o lado da luz.

Biossimbologia das Cores

Filhotes de ursos pardos possuem uma faixa branca semicircular na região dorsal do pescoço. Essa faixa abranda uma força potencialmente perigosa para o filhote que o urso pardo (pai) poderia exercer na hora de transportá-lo com a boca:  os filhotes, não apenas de ursos pardos, normalmente são mais claros que os adultos. E nesse caso, é um sinal de que é necessário pegar leve com eles.

As cores retratam  interações complexas da natureza por meio de sua biossimbologia. Podem ser utilizadas para a camuflagem ou como indicadores comportamentais. Pode ter função de disfarce, advertência, repulsão ou atração. Todos esses fatores são fundamentais para a sobrevivência da espécie. Preto, normalmente, indica ameaça; branco significa paz; e o vermelho demonstra combate, energia, fogo, entre outros.

A beleza da simbologia das cores na natureza é mais evidenciada entre as aves. Os machos, por exemplo, são bem mais coloridos e vistosos que as fêmeas, na maioria das vezes. Isso porque em boa parte das aves o macho é responsável por atrair  a fêmea para o acasalamento. As cores atraentes do macho também servem para proteger a fêmea e os filhotes de possíveis predadores.

 

Calor Colaborativo

Na natureza, as abelhas possuem um dos mais altos níveis de organização social, não é por menos que sempre tem um detalhe curioso para comentar sobre esses animais. 

As abelhas convivem numa colmeia devidamente hierarquizada, onde encontramos operárias, zangões – que desempenham uma função primordial de acasalamento e as rainhas que são exclusivamente reprodutoras.

A colmeia mantém uma temperatura estável de aproximadamente 35ºC, ideal para as abelhas. Quando a temperatura cai, as operárias se organizam em aglomerados e  movimentam as asas de tal forma que o atrito entre elas produz calor. Do contrário, quando aumenta muito a temperatura, as operárias transportam água para dentro da colmeia e espalham-na sobre os favos, ao mesmo tempo em que abanam as asas para facilitar a evaporação. Com esses movimentos singelos, uma corrente de ar se forma a partir da entrada da colmeia, e a temperatura de 35ºC é restabelecida de forma colaborativa.

 

Faro de Formiga

Você já deixou cair uma migalha de doce num gramado, durante um piquenique ou qualquer outra atividade? Se sim, deve ter notado que alguns minutos depois tinham dezenas de formigas (onde antes você não havia observado nenhuma) se alimentando daquela migalha de doce e subindo em você? É provável que já tenha se deparado com essa situação (em casa, inclusive).

Boa parte das espécies de formigas possuem um senso de orientação química muito rebuscado. E considerando que elas são extremamente sociáveis, basta uma formiguinha encontrar alimento para chamar as outras.

As formigas que encontram primeiro o doce, fazem trilhas para que as outras saibam chegar ao local do achado: uma formiga exploradora, com seu super faro,  encontra o doce, ingere parte dele e retorna para o ninho. Nesse percurso, ela deixa substâncias no substrato para que outras encontrem a fonte da descoberta. Isso é devido a glândulas de secreção localizadas no abdômen da formiga. Quando as operárias descobrem aquelas pistas elas reforçam o caminho até o recurso, e em pouco tempo temos dezenas de formigas num ir e vir intenso.

O Melhor Gerador de Energia

A glicose é a principal fonte de energia para a maioria dos organismos, desde microrganismos aos seres humanos. A forma com que nosso corpo oxida esse açúcar para transformá-lo em energia é incrível. Nosso corpo é uma excelente máquina de combustão!

Quando comemos pão, ingerimos uma quantidade considerável de glicose (acoplada em moléculas mais complexas de amido). A saliva inicia o processo de digestão quebrando o amido em moléculas de glicose.

Dentro da célula, em um “líquido” que chamamos de citossol, é iniciado o processo de combustão que converte glicose em energia metabólica.

A glicose contém seis carbonos. Na etapa inicial da combustão ela é quebrada e transformada em 2 moléculas chamadas de piruvato, cada uma com 3 carbonos.

O piruvato trabalha na mitocôndria, que nada mais é que um compartimento da célula. É nesse local  que ele sofre uma série de transformações que movimentam um ciclo (ciclo de Krebs, já ouviu falar?), e durante suas etapas o gás carbônico é liberado, assim como o ATP é produzido. O ATP é a moeda energética do nosso corpo.

Todo esse processo ocorre em um tempo absurdo, muito rápido. Tudo isso, em conjunto com outras funções do metabolismo, para manter seu corpo vivo. Por isso ouvimos o tempo todo que o nosso corpo é uma máquina que precisa de energia pra realizar suas atividades.

Comportamento Alimentar dos Pelicanos

Os pelicanos-brancos (Pelecanus onocrotalus) são aves pertencentes à família Pelecanidae. Estão distribuídos por praticamente toda a África. No inverno, eles migram para o norte da África  até o norte da Índia.  Possuem uma beleza característica: são brancos, com asas pretas, bico grande divido em três cores – amarelo, azul e vermelho, uma bolsa localizada abaixo do bico e patas amarelas. Essas aves vivem sempre em grupos, próximas a água.

Os pelicanos atingem a maturidade aos 4 anos de idade, mais ou menos, e se reproduzem na primavera.  Após a escolha do parceiro, constroem juntos o seu ninho que é feito com o empilhamento de junco e galhos.

Os membros da colônia de pelicanos-brancos realizam, cooperativamente, todos os  trabalhos necessários para sobrevivência. Inclusive a alimentação, que é o comportamento coletivo que mais se destaca entre eles. O grupo voa unido por sobre a água e forma uma ferradura que aprisiona e direciona os peixes, em seguida, os pelicanos mergulham, todos ao mesmo tempo, e retiram os peixes da água com seus enormes bicos. Assim, a alimentaçao é garantida a todos.

Os pelicanos, dentre outros grupos na natureza, dão um belo exemplo de comportamento alimentar cooperativo. E fazem parte das lições que a natureza nos ensina.

Por que o Bico do Tucano é Tão Grande?

O Tucano é uma ave belíssima de florestas tropicais. De todas as suas características morfológicas,  o que mais chama a atenção é o tamanho do bico.

Entre todas as aves, o tucano possui o maior bico em relação ao tamanho do corpo. E isso justifica a função desse órgão: de radiador térmico. Ele foi projetado para dispersar o calor pelo corpo. Este  radiador do tucano está diretamente relacionado com as mudanças no fluxo sanguíneo, assim como as orelhas dos elefantes.

Augusto Abe, Denis Andrade e Glenn J. Tattersall, foram os pesquisadores responsáveis pela descoberta dessa incrível função do grande bico dos tucanos. Eles descobriram que os vasos sanguíneos contidos no bico agem como um resfriador corporal. Quando necessário, o fluxo sanguíneo é alterado para o bico e os tucanos conseguem  preservar  o calor do corpo; esse mecanismo é muito importante  para essas aves tropicais, principalmente em dias frios.

Como tudo na natureza tem uma razão de ser, não é diferente para o grande bico dos tucanos.

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