Dependência Entre Várias Partes de Um Organismo Vivo

O cérebro constitui o  centro de comando do nosso corpo. O músculo que move um osso numa perna só funciona se o nervo ligado a este músculo ativá-lo. Veja a seguir uma história que exemplifica bem esta interdependência.

Quando um rapaz voltava para casa, ao final de mais um dia de trabalho, o sono infelizmente o venceu enquanto ele dirigia. Como conseqüência, seu carro foi lançado contra uma árvore. Ele sobreviveu, mas com sérios ferimentos; um dos ferimentos atingiu a parte inferior da espinha dorsal, ou seja, ele perdeu completamente o controle sobre suas pernas. O incidente foi justamente nas regiões que se comunicam.

Esta história mostra claramente que as várias parte de um organismo vivo são dependentes umas das outras, neste caso as partes envolvidas são: cérebro, músculo e osso.

As enzimas – catalisadores biológicos, compreendem outro grupo que ilustra bem a interdependência das partes que nos compõe. Elas muitas vezes alteram um substrato que nada mais é que o produto de uma reação catalisada por outra enzima, e assim sucessivamente. As mundanças químicas promovidas por uma enzima estão relacionadas com outras mudanças químicas lideradas por outro grupo de enzimas, são partes interdependentes. Tudo isso para que o nosso metabolismo funcione da maneira adequada.

Na natureza as coisas tendem para a desordem, e isso é nitidamente contrário à teoria da evolução que diz que aleatoriamente as moléculas se organizaram até alcaçarem um estágio de extrema organização e complexidade – o organismo vivo. O desenvolvimento de partes funcionais interdependetes, com indiscutível complexidade e organização, como vimos nestes dois exemplos acima, vai contra a tendência da natureza. Os sistemas que formam um organismo vivo foram feitos para atuarem juntos, ao mesmo tempo.

Papagaios Chamam Seus Filhotes Pelo Nome

Sabe aquelas aves simpáticas da família Psittacidae, que repetem quase tudo que falamos? Sim, os papagaios. Falaremos de mais um detalhe incrível observado nessa família.

É muito provável que você já tenha tentado conversar com um papagaio. Se você tem um, deve chamá-lo pelo nome. Isso é normal. Nós, seres humanos, temos o hábito (uma necessidade, inclusive) de dar nomes aos nossos filhos. O nome é essencial, não apenas para nos diferenciarmos, mas também para nos comunicarmos. Com os papagaios, e outras aves, não é diferente: os pais papagaios dão nomes aos seus filhotes.

Estudos realizados com papagaios da espécie Tuim-Santo montraram que os filhotes, antes mesmo de exprimirem qualquer som, aprendem, ao ouvir repetidas vezes dos seus pais, um som característico que é usado por toda a vida. Esta forma de se relacionar – através de sons característicos já foi observada entre outros pássaros, como também entre os golfinhos e outros animais.

A comunicação é uma ferramenta importantíssima para alguns animais, principalmente os que vivem em sociedade como os papagaios. Usando sons característicos eles evitam perda de membros e reconhecem novos ingressantes no grupo.

Sabendo que tudo na natureza é planejado, já é de se esperar que os papagaios, que tem uma vida social complexa, utilizem algum meio para se comunicar. E se essa ferramenta é tão importante para manter os grupos, imagine como eles fariam antes de desenvolve-lá … O tempo seria suficiente apenas para impedir a formação dos grupos e não para levá-los a desenvolver uma forma de se comunicar, afinal de contas, as perdas e extinções chegariam antes desse convívio social.

Aranhas Machos Preferem Fêmeas Virgens

As aranhas são artrópodes pertencentes à classe dos aracnídeos. Muitos cientistas especialistas em aranhas gostam de estudar sobre as formas de acasalamento destes animais. Antigamente, os cientistas achavam que as aranhas machos preferiam, durante a cerimônia de acasalamento, as fêmeas de maior porte. Hoje, estas idéias estão se tornando “duvidosas” graças a descobertas que vem sendo feitas através de novas pesquisas.

Após experimento, onde foram colocadas duas fêmeas – uma maior do que a outra, testado em laboratório e na natureza, os cientistas notaram que os machos deram preferência às fêmeas virgens, e não se importaram com seu tamanho. Repetiram o teste com pares de fêmeas – virgem e não-virgem, para comprovar, e o resultado foi surpreendente: os manchos preferem se acasalar com fêmeas virgens, ao invés de optar por uma já experiente.

Algumass espécies de aranha só tem uma chance de acasalar: após a cópula suas parceiras os comem; aqueles que dão sorte e conseguem escapar só podem acasalar mais uma vez. Por isso, os machos optam por uma fêmea virgem: durante o ato sexual, a aranha deixa uma de suas genitálias dentro da fêmea, para que ela não fique grávida de outros machos. Com isso eles tem mais chances de se tornarem pais, quer dizer, uma fêmea virgem, sem genitálias de outro macho (com dois, ou um dos dois dutos livres), resultam em mais ovos e mais filhotes.

Em pesquisas, também descobriram que as fêmeas virgens exalam uma mensagem química- feromônio, que é “perdida” depois do acasalamento; sendo assim, os machos conseguem identificar as fêmeas virgens. Só não se sabe se os machos conseguem diferir uma fêmea totalmente virgem (com os dois dutos livres) de uma “semi-virgem”, com um dos dutos já copulados. 

Um outro detalhe ainda muito curioso é que não ocorre acalamento entre irmãos. Ou seja, um macho não tem relações sexuais com a irmã. Eles optam por outra fêmea, mais reprodutivamente compatível. Quanto ao que já foi observado, isso é o que ocorre normalmente na natureza.

No reino animal a ordem é mantida com clareza. E mesmo os menores, como as aranhas, ensinam-nos sobre planejamento.

A Migração de Pássaros

Migrar para os pássaros significa simplesmente fazer uma viagem de ida e volta. Quando os ventos do ártico começam a soprar para o sul, avisando que um inverno rigoroso se aproxima, bandos de pássaros habitantes da Eurásia e da América do Norte atravessam o Equador para passar o inverno na África ou na América do Sul, onde poderão se reproduzir e cuidar de seus filhotes até que o gélido inverno passe.

Os pássaros viajam longas distâncias … por exemplo, uma andorinha, que foi previamente marcada com uma pulseira, partiu da costa Ártica da Rússia e foi encontrada, depois de percorrer, pelo menos, 22.526 km, na Austrália.

Muitas são as teorias para tentar explicar como os pássaros se orientam durante a migração. Dentre as quais, quatro teorias são propostas: uso de marcos visuais terrestres: essa teoria diz que os pássaros seguem pistas visuais como rios, linhas da costa, cadeias de montanhas, etc., entretanto, não consegue explicar como os pássaros não se perderam durante a primeira viagem; a segunda teoria – uso do sol, afirma que os pássaros, da mesma forma que os humanos, são dotados de um relógio interno que lhes informam o decurso de um dia – luz e escuridão. E com esse “relógio” os pássaros localizam-se mediante as sombras do sol. Só uma coisa ela não explica: como eles são guiados em dias completamente nublados? Eles podem conter um relógio pelo qual são governados (e isso podemos entender como resultante da criação divina); já a terceira teoria defende o uso das estrelas. Segundo ela, o fato de muitos pássaros viajarem durante a noite fez com eles aprendessem a usar as estrelas como “mapa”; um dos problemas dessa teoria assemelha-se ao uso do sol, que são as noites nubladas em que as estrelas não podem ser vistas; a quarta teoria diz que os pássaros apresentam cristais microscópicos de magnetita em suas cabeças e, assim, podem detectar campos magnéticos fracos – uso do campo magnético da Terra, mas quanto a isso ainda pouco é compreendido.

Essas diversas teorias tentam explicar a migração dos pássaros, portanto, ainda há muito a ser compreendido. O que realmente é comprovado é que eles migram, de maneira cíclica e previsivelmente, há séculos. Eles acham sempre o seu caminho com indiscutível facilidade. Isso, para muitos, continua sendo um grande enigma.

Até a cegonha do céu conhece os seus tempos determinados; e a rola, a andorinha, e o grou observam o tempo de sua arribação.” Jeremias 8:7

Ciclo – Símbolo de Projeto e Organização

Segundo o dicionário Aurélio, ciclo é uma série de fenômenos que se sucedem numa ordem determinada. Muito se ouve falar sobre os ciclos, e pode-se afirmar que eles estão presentes em todos os lugares.

As fontes de água provindas das montanhas originam os rios que desaguam nos lagos e oceanos. Nos oceanos, a água doce é “devolvida” para as montanhas por meio das chuvas ou neve, ou ainda por escoamento subterrâneo. O ciclo da água é imprescindível para que exista vida na terra; assim como os ciclos de outros elementos importantes: carbono, nitrogênio, e outros.

Dentre os fungos, os ciclos também se mostram importantes. Eles ocorrem, mais uma vez, arranjados de tal maneira à compor um quadro esplêndido de reprodução e propagação. Veja como exemplo o ciclo de vida de um cogumelo:   um esporo produzido pelo cogumelo (basidiósporo) germina e dá origem ao primeiro micélio (conjunto de hifas que forma o fungo), que pode inicialmente ser multinucleado; septos se formam e este micélio divide-se em células monocarióticas; a partir daí essas células de linhagens diferentes se fundem e formam micélios heterocarióticos; este micélio secundário, portanto,  se divide com extrema cautela para que seja distribuído com segurança um núcleo de cada tipo para as suas células filhas; e na terceira etapa desse ciclo, por fim,  ocorre a formação de um cogumelo jovem (basidioma), que é o terceiro micélio formado nesse ciclo, a “máquina” produtora de basidiósporos. E assim inicia-se novamente o ciclo …

Você notou, nos dois exemplos acima, o quanto é essencial que todas as partes envolvidas estejam no seu devido lugar para dar sequência e concluir o ciclo?  “ Os ciclos falam de organização, de projeto, de implementação rápida, e de um Projetista.”

O Canto dos Anfíbios

Dentre todos os anfíbios existentes os sapos estão entre os mais abundantes. Encontramos os sapos normalmente em jardins, campos e florestas. Eles passam boa parte do tempo em habitats terrestres, retornando à água apenas na época da reprodução.Os sapos possuem membros especializados para o salto, e estão incluídos em uma Ordem chamada Anura porque não apresentam cauda na fase adulta. Sua pele é rugosa, mesmo porque eles são mais adaptados ao ambiente terrestre. Na hora de diferenciar um macho de uma fêmea não existe um padrão. O dimorfismo sexual varia bastante de espécie para espécie, podendo nem ser notável em algumas.

Os sapos também são excelentes cantores! E o coacho, ou canto do sapo, é de extrema importância na época de reproduzir-se. Na cavidade bucal existem duas fendas que podem ser preenchidas com ar. Entretanto, durante a respiração o ar faz o seguinte percurso: entra pelas narinas externas, passa pelas cavidades nasais e é acumulado na cavidade bucal (que funciona como uma bolsa de ar), em seguida o assoalho bucal sobe e fecha as entradas das cavidades nasais, chamadas de coanas, ele faz a deglutição do ar e logo após o engole,  retendo-os nos  pulmões. Só que, na época da reprodução, esse caminho do ar muda um pouco: ao invés do ar passar para os pulmões, ele entra nessas duas fendas, que foram citadas, presentes na cavidade bucal e inflam formando aquilo que chamamos de papo. Esse mecanismo é que permite ao sapo coachar. As cordas vocais dão apenas o ritmo/tom do canto, o som é proporcionado por esse ar que entra e sai das fendas. É dessa forma magnífica que ocorre os diversificados cantos dos anfíbios.

Como isto acontece? Não se sabe, apenas se admira.

Biodiversidade: Redundância ou Planejamento?

Ecossistemas são formados por comunidades vivendo e interagindo em determinada região. Dentro de um ecossistema uma espécie pode realizar o trabalho da outra caso seja necessário. Isto é chamado de redundância de serviços ecológicos; ou seja, existem espécies que além de cumprir sua tarefa, também são “habilitadas” para cumprir a de outra. Por tal motivo, alguns  cientistas até sugerem que as espécies que são “substituíveis” em seus serviços podem se tornar desnecessárias.

 Já foi revelado em pesquisas que quando  cresce o número de espécies vegetais diferentes a produtividade do solo se mantêm a mesma, demonstra-se imparcial em relação a elevação do nível da biodiversidade. Essa biodiversidade excedente pode indicar uma redundância, mas não quer dizer necessariamente que algumas espécies podem ser dispensadas.

Todas as plantas contribuem de alguma forma para a fertilidade ou produtividade do solo, dessa maneira se torna impossível eliminar algumas espécies,  já que todas contribuem de formas diferentes. Uma única espécie pode realizar diversos trabalhos, alguns dentre estes que não são redundantes. As espécies que formam um ecossistema vivem entrelaçadas, realizando muitas tarefas. E dentro desse ambiente, ecossistema, todas elas precisam uma das outras. Caso ocorra algum incidente na comunidade, como uma queimada, o número de espécies da população varia, e alguma dentre essas pode ser perdida; consequentemente, os serviços realizados pelas que foram atingidas terão de ser efetuados por outras que sobreviveram. Portanto, podemos entender que, o fato de uma espécie saber realizar a função de outra dá o equilíbrio necessário ao ecossistema em ocasiões de desequilíbrios como queimadas, desmatamentos, entre outros. Uma não sobrepõe a outra, uma ajuda a outra.

A biodiversidade é essencial para a manutenção de um ecosssistema, porque os inter-relacionamentos ecológicos são indispensáveis para que haja o equilíbrio necessário. Este fato nos mostra, entretanto, que diferentes espécies tinham de estar simultaneamente presentes desde o ínicio, o que não é compatível com a idéia de evolução gradual.